A pergunta que todo empreendedor faz
"Não posso fazer eu mesmo no Wix?" ou "Um amigo meu disse que WordPress é de graça — por que eu pagaria mais?"
São perguntas legítimas. E a resposta honesta é: depende do que você precisa. Wix funciona muito bem para alguns casos. WordPress também. Mas para empresas que usam o site como ferramenta de vendas, existem limitações reais que têm impacto direto no resultado.
Este artigo compara as três opções com dados concretos — sem exagerar o custo de nenhuma nem minimizar as limitações.
Wix: quando funciona e quando não funciona
O que o Wix faz bem:
- Criação rápida: você tem um site no ar em horas, sem precisar de técnico
- Visual intuitivo: arrastar e soltar é realmente simples
- Custo de entrada baixo: planos a partir de ~R$ 80/mês
- Hospedagem inclusa: não precisa se preocupar com servidor
Onde o Wix tem limitações reais:
Velocidade e Core Web Vitals: Sites Wix geralmente pontuam entre 40-65 no PageSpeed mobile. O Google usa Core Web Vitals como fator de ranqueamento. Sites lentos perdem posições — e no mobile, onde a maioria das buscas acontece, o impacto é maior ainda.
SEO técnico: O Wix melhorou muito nos últimos anos, mas ainda tem restrições: estrutura de URLs menos flexível, código gerado automaticamente nem sempre otimizado, e limitações na personalização de dados estruturados (schema markup).
Escalabilidade: À medida que o site cresce (mais páginas, mais funcionalidades, integrações com CRM, automações), o Wix começa a mostrar limitações. Migrações de Wix para outra plataforma são trabalhosas e podem prejudicar o SEO se não forem feitas corretamente.
Você não é dono do código: Se o Wix fechar ou mudar os preços drasticamente, seu site está na mão deles. Você não pode exportar o código e hospedar em outro lugar.
Para quem o Wix faz sentido:
- Portfólios pessoais
- Sites de eventos temporários
- Projetos onde velocidade de publicação é mais importante que performance
- Negócios sem foco em SEO orgânico
WordPress: a opção mais popular — e mais mal-usada
WordPress alimenta ~43% de todos os sites do mundo. É open source, flexível e tem um ecossistema gigante de plugins. Mas "popular" não significa "sempre a melhor escolha".
O que o WordPress faz bem:
- Controle total: você é dono do código e pode hospedar onde quiser
- Ecossistema imenso: plugins para quase qualquer funcionalidade
- CMS robusto: edição de conteúdo por equipes não-técnicas é simples
- SEO com os plugins certos: Yoast, RankMath e outros oferecem controle avançado
Onde o WordPress tem problemas reais:
Performance por padrão é ruim: Um WordPress "no padrão" com plugins populares (Elementor, WooCommerce, múltiplos plugins de segurança) pode carregar em 4-8 segundos no mobile. Para chegar nos 90+ do PageSpeed, é necessário trabalho técnico específico: cache configurado, imagens otimizadas, JavaScript minimizado, CDN configurada.
Segurança: Pela popularidade, WordPress é o alvo número 1 de ataques automatizados. Sem manutenção ativa (atualizações de plugins, backup, monitoramento), sites WordPress são hackeados com frequência — especialmente no Brasil.
Custo real é maior que "gratuito": O WordPress em si é grátis. Mas você precisa pagar: hospedagem (~R$ 50-300/mês), tema premium (~R$ 200-500), plugins premium (~R$ 100-600/ano), e manutenção contínua. O custo total num cenário realista é R$ 500-1.500/ano só em plataforma — antes do desenvolvimento.
Para quem o WordPress faz sentido:
- Sites com produção intensa de conteúdo (blogs com equipe editorial)
- E-commerce com o WooCommerce (quando bem configurado)
- Empresas que precisam de um CMS para equipe não-técnica atualizar

Desenvolvimento profissional: quando vale o investimento
Um site desenvolvido profissionalmente — seja em Next.js, Nuxt, ou até WordPress com desenvolvimento customizado — tem características que as plataformas prontas não conseguem replicar facilmente.
Performance de outra categoria:
Sites desenvolvidos com tecnologias modernas (Next.js com exportação estática, por exemplo) chegam consistentemente a 95-100 no PageSpeed. Sem JavaScript desnecessário, sem plugins pesados, sem bloatware.
Isso se traduz diretamente em:
- Melhor posicionamento no Google (Core Web Vitals como fator de ranking)
- Menor taxa de rejeição (usuários ficam mais tempo)
- Maior taxa de conversão (cada segundo de carregamento perdido reduz conversões em ~7%)
SEO técnico completo:
Com desenvolvimento profissional, você controla 100% dos elementos técnicos: estrutura de dados (schema markup), Open Graph para redes sociais, canonical tags, hreflang se necessário, sitemap customizado, robots.txt preciso.
Design e UX exclusivos:
A identidade visual é completamente sua — não um template adaptado que seu concorrente também usa. A hierarquia de informação é pensada especificamente para o seu público e objetivos de conversão.
Sem dependência de plataforma:
O código é seu. Você pode hospedar onde quiser, migrar quando precisar, e não está sujeito a mudanças de preço ou políticas de terceiros.
Comparativo direto: velocidade e SEO
| Critério | Wix | WordPress (padrão) | Desenvolvimento profissional | |---|---|---|---| | PageSpeed mobile (média) | 45-65 | 35-55 | 85-100 | | Core Web Vitals (LCP) | 2.5-4s | 3-6s | 1-2.5s | | Controle de SEO técnico | Parcial | Bom (com plugins) | Total | | Schema markup | Limitado | Médio | Completo | | Custo mensal de plataforma | R$ 80-200 | R$ 50-300 | R$ 50-150 (hospedagem) | | Segurança | Alta (gerenciado) | Exige manutenção | Alta (sem CMS vulnerável) | | Escalabilidade | Limitada | Alta | Alta |
A pergunta certa: qual o papel do site no seu negócio?
Se o site é cartão de visita (validação de existência, contato básico, sem foco em tráfego orgânico): Wix ou WordPress com template bem configurado funcionam. Não faz sentido investir R$ 8.000 num site se você não vai trabalhar SEO nem tráfego pago.
Se o site é máquina de vendas (SEO, tráfego pago direcionando para landing pages, blog como canal de aquisição): Desenvolvimento profissional tem ROI muito maior. A diferença de performance entre um site lento e um rápido pode determinar a diferença entre aparecer ou não na primeira página do Google.
Se você precisa atualizar conteúdo frequentemente: WordPress com desenvolvimento customizado (sem Elementor) ou um CMS headless integrado ao desenvolvimento profissional é o melhor dos dois mundos.
O erro mais comum em Florianópolis
A sequência mais comum que vemos:
- Empresa começa com Wix ou WordPress barato
- Percebe que o site não aparece no Google
- Contrata SEO, mas as limitações técnicas da plataforma impedem resultados
- Refaz o site do zero em desenvolvimento profissional — pagando duas vezes
Se você tem clareza desde o início que SEO e tráfego pago são parte da estratégia, fazer certo desde a primeira vez é mais barato a longo prazo.
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